Deixando-me levar pelas músicas, e pelos sentimentos que elas trazem consigo; eu acabei chegando até a tela branca do meu editor de textos mais uma vez. E, numa sensação que mesclava nostalgia e excitação, deixei minhas letras soltas mais uma vez. O que escrever? Talvez um conto, talvez uma poesia; para falar a verdade, eu sempre senti saudades da época em que digitava meus sentimentos com uma frequencia maior.
Olhando para trás, eu vejo ali uns vários textos meus. Contos, poemas, ou simples conversas que eu tenho com meu editor, conversas com aqueles que lêem das minhas palavras. Eu deixei brotar um pequeno sorriso, um para cada letra que eu acompanhava. E, de repente, me veio a vontade de voltar a digitar como sempre, como antes. Como uma forma de me libertar, como uma forma de deixar debandar a alegria, a tristeza, a minha existência.
Este é um pequeno recado, será que alguém passa por aqui, ainda? Tentarei deixar alguns caprichos meus por aqui, talvez dois, às vezes três, certamente um por semana.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Volta?
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Suas Palavras
Foram, talvez, apenas aquelas suas palavras
Vindas no espontâneo de silêncio e sorrisos
Em conversas de noites tão amadas
Em falas de sentimentos esculpidos
Foram, talvez, muitas daquelas suas palavras
Vindas de almas, vontades e descompromissos
Em paixões quase vivenciadas
Em sussurrares quase diluídos
Foram, talvez, simplesmente aquelas suas palavras
Vindas da amada de meus singelos pensamentos
Em falas só compartilhadas
Em toques – tão distantes – não dados
Fora, certamente, você.
Vinda para meus sentimentos
Em palavras, apenas aquelas, ditas.
Muitas daquelas, ditas.
Simplesmente, ditas.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Pseudo Logia
Dos anos, restou-me
a vaga memória
Lágrima suada de quem
(não) se comporta
Carta da alma, escrita
feito uma história
Mingua no céu, aumenta
a dor em uma cota.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Fratura Poética
Me perguntam
como verso
Verso como
quem anda de muleta
Verso, é de prosa
que não saiu da caneta
Verso frustrado
Mas o verso que verso
esse, sai amado.
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Faces
Logro de momentos não vividos
Em prosas enfermas
Em latentes sopros de vida
Logro versando dor e suspiros
de cenas eternas
de estória rara cumprida
Logro em versos
que não quero
Logro em palavras
sem mistério
Leia até o fim...