ㅤㅤAli, mais uma vez, postara-se. Pronto, estava.
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ㅤㅤEra com grande ternura que já confessara seus feitos:
ㅤㅤSubiu ao alto do Olimpo, mas lá, nem sinal da presença;
ㅤㅤTarde da noite, Hercule Poirot o considerara suspeito.
ㅤㅤR(←“)apaz de punho forte”, Quixote, a força de sua crença.
ㅤㅤA(←`) poucas lágrimas, dissera tudo, o Sujeito,
ㅤㅤDe cabeça baixa, frente àquela divina Senhora, e sua clemência.
ㅤㅤAli, depois de Aurélia, postara-se. Mais livros.
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ㅤㅤLapidou na alma cada gota do suor.
ㅤㅤOnde, em cada qual, vivenciaste tanto, e por tanto.
ㅤㅤNão a encontrara. E torcia para que não fosse por força maior.
ㅤㅤGastou de anos, todavia não cairia por seu próprio pranto.
ㅤㅤAli, mais uma vez, postara-se. Mais folhas.
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ㅤㅤE fechou os olhos. Idealizava-a.
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ㅤㅤÁtimo de tolice, jogara-a lá. (Hah!) Fazia tanto tempo!
ㅤㅤRoubou dela a vida jovem, condenou-a ao carrasco
ㅤㅤDas folhas, do seu mágico dom que viera com o vento.
ㅤㅤUma vez divertido passear por eles, agora, só espasmo.
ㅤㅤA biblioteca soava sombria, não tinha mais seu antigo envolvimento.
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ㅤㅤ(...)
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ㅤㅤ(...)
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ㅤㅤ(...)
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ㅤㅤ(...)
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ㅤㅤFaltavam poucos anos de vida, vida de arrependimento.
ㅤㅤIncansável, a busca terminava. Terminava incompleta.
ㅤㅤNão havia sucesso, e sua amada perdida para sempre.
ㅤㅤAli, frente a mais um, agora um livro cinzento,
ㅤㅤLábios de leve soaram, “das minhas tentativas, a última faceta”.
ㅤㅤMal-acomunado da desgraçada do peito ardente,
ㅤㅤEle nem ao menos vira qual o livro. Cego de desalento.
ㅤㅤNão soubera, mas aquele amontoado de poeira da gaveta,
ㅤㅤTudo poderia ter, menos letras. Como bom livro em branco.
ㅤㅤE ali postara-se, como em toda sua vida. Vestiu-se do mágico manto.
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ㅤㅤCarregou sua alma para dentro do nada.
ㅤㅤHora de desgraça, abriu os olhos e encontrou-se vivendo atrás do horizonte.
ㅤㅤE ali, só ele existia.... Ou não.
ㅤㅤGalopando no vácuo, montado num cavalo de mentira, ao longe, a amante.
ㅤㅤAli, reencontrada a esperança. Retomada.
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ㅤㅤAos berros, lágrimas e juras de amor, ele correra.
ㅤㅤO coração saltitante, fim de tristezas de uma era.
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ㅤㅤF(←")IM", Gritara.
ㅤㅤI(←"F)M", Gritara.
ㅤㅤMago amante de livros, aquele que aprisionou sua amada dentro da literatura finalmente a reencontrara na sia infinita biblioteca. Abraçou-a com gosto e deixou que todo seu arrependimento se transformasse em mais pura demonstração de amor. Ela também envelhecera, perdera toda sua juventude perdida no nada de um livro em branco, assim como ele perdera toda a juventude procurando pela amada. Mas já pouco importava. Feliz, abraçou-a, beijou-a. E juntos, saltaram para fora do livro, cobertos pelo mágico manto branco. Desabando em pranto, lembrou-se de todos os “FIM”s pelos quais já passara, procurando apenas o seu. Aos leves sussurros, para a amada, confessou: “A estrada longa e árdua, meu amor, finalmente chegou ao fim”.
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ㅤFIM
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sussurros Engasgados
domingo, 2 de janeiro de 2011
Postagem de Ano Novo
Que tal começar o ano com uma boa música? Deixo aqui Ryuichi Sakamoto - Merry Christmas Mr. Lawrence tocando. Que seja do agrado de todos!
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Triangulo Amoroso? Fora!
Por querer, eu acho que não é,
Nem simplesmente acaso do acaso (do acaso).
Rancor! Sabe que nunca foi amado!
E agora, chispou! Mancando num só pé!
Culpa, a vizinha, a outra;
Seguiu o adúltero, cheia de malas sem alça,
De puro peso (sobre outros). Sua atraente saia marota,
Agora, não mais, chega de correr descalça!
E ficou lá a Alegria, sem marido e sem vizinha.
Solteira, livre e dando pra todos.
Sendo casado e traído, você a amaria!
Só a Culpa e o Rancor? Hah! Largue de desgostos!
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O Poema saiu da cabeça. Não me perguntem sobre nexo, haha. Feliz ano novo!
Leia até o fim...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Postagem de Fim de Ano
ㅤ Leia acompanhado de silêncio e calma I Sobre fatos passados. Sobre a falta dos olhares certos. Folheando um antigo álbum, Disse, em voz baixa, “obrigado”. À pessoa que vive sempre em meu coração Por sempre me encorajar. As pessoas que estão lendo este escrito provavelmente me conhecem, me tem como amigo, como parente, como uma pessoa que não passa despercebida. Grande maioria de vocês, amados parentes e amigos, já traçaram ao menos uma linha na minha vida. Já fizeram algo que me agradara, ou mesmo algo que alterou minha personalidade ou meus atos. É justamente por esta capacidade mágica que todos nós temos de moldar, de dar vida, de dar serenidade àqueles que nos cercam, que novamente decidi escrever sendo apenas eu – não um narrador de contos, não um poeta de meia-pataca –, só o Tadashi; com o claro intuito de brotar em vocês um sentimento que, só agora, eu notei em mim. Por tantos anos, vivenciei o que, acho eu, qualquer garoto pode ter vivido; estudava – e dormia, como dormia! – no colégio; ia para o clube com a empolgação de poder encontrar toda a galera; ria desgraçadamente de fatos tão simplórios, e nem por isso indignos de risadas alheias; ajudava meus pais com os serviços da feira e visitava a casa de meus avós. Eram segundos, minutos, horas e dias que passavam tão rápidos por meus olhos; fatos bobos que eu nunca pensei que pudessem ser dignos de sequer uma linha de minha capacidade de expressar com letras. Mas o destino me guardou inúmeras surpresas. Repentinamente, uma carteira no fundo da sala, perto de dois caras estranhos me fizeram extrema falta. Repentinamente, uma conversa de casualidade se tornou rara. Repentinamente, as risadas intensas eram escassas. Repentinamente, o ato de ajudar na feira ganhou uma importância e um significado tão superior e nobre. E, repentinamente, visitar a casa de meus avós, me serviu como berço de nostalgia, novos olhares e, às vezes, até de amarga mágoa. Percebi que os fatos espontâneos nunca recebem, e talvez nunca receberão, seu devido valor. E nem devessem receber; como se, por serem assim tão rotineiros, tornassem-se assim tão especiais. Cravei na minha alma o valor inestimável de uma memória da nossa vida, num álbum guardado no fundo do nosso ser, no antro da nossa existência. E isso raramente vai mudar, os segundos mágicos continuarão a nos passar sem os olhares atentos. Contudo, acho que o fato de saber – depois, bem depois – que eles foram únicos e insubstituíveis, estes atos sim se caracterizam pelos olhares certos. Quem sabe, basta apenas uma reflexão de poucos minutos, como a que faço agora, para notar isso. Portanto, eu deixo aqui o quanto eu gostaria que estes momentos chegassem até vocês. Que meus sentimentos, tão parcos frente a todas as minhas vivências, consigam atingir o coração de vocês, mergulhá-los numa nostalgia simpática. E como eu dou risada lembrando de uma gordisse minha, ou me empolgo lembrando de um treino pesado, porém descontraído; que vocês consigam o mesmo. Que suas lembranças dêem ao silêncio desta calma leitura, tudo o que for necessário. E, caso desejarem, deixem ali, para trás, uma pequena lágrima. Um preço bobo para rever, com intenso sentimento, tudo aquilo que já fora considerado simples, e agora vale tanto. II Sobre sorrisos e derrotas. Sobre choros e vitórias. Tanto no sol, quanto na chuva; Consigo lembrar daquele sorriso. Memórias estão remotas e desbotadas, Mas, se eu procuro, seu vulto ressurge. Fazendo-me derramar lágrimas. E será; caro amigo, querido parente ou agradável conhecido; que você consegue resgatar do fundo do baú seus piores choros? Os marcos que eles fizeram na sua vida? Será que a tola mente humana não limita as imagens gravadas? Nunca haverá uma última derrota ou uma vitória definitiva, você voltará a sentir o peso que é a tristeza, você voltará a sentir-se aliviado após a conquista. Este ano, eu pude notar, pesadamente, como a minha irresponsabilidade pesara sobre aqueles quem eu mais prezo. Como um fracasso bobo – bobo comparado à magnitude que sua vida torna-se –, que é entrar na faculdade, é sentido, não por mim, mas por aqueles que me cercam. Tomei-me de arrependimentos e de incessantes “E se...”. E, realmente, e se eu realmente tivesse me dedicado aos estudos? E se passasse na faculdade? E se meu avô pudesse ter me visto como um acadêmico? O choro já me foi inevitável, a tristeza fora limitadamente incessante. Tanta, que mal pude ver um outro lado: E se eu não passasse, como seria? Adentrei o cursinho, e lá aprendi muito mais que matéria. Muito mais do que datas e nomenclaturas. As amizades formadas ali, os risos das pausas das tardes de estudo, tudo isso me valeu. Me mostrou que a vida havia escondido, bem escondida, uma pequena caixinha de felicidades. Hoje, eu me torno para as perdas mais importantes que já me ocorreram. E, diante delas, eu busco uma real forma. Um sorriso que os dias me esconderam. Realmente, uma ou outra coisa eu pude notar. Aprendi a valorizar, aprendi a crescer pelos outros, aprendi a avançar, mesmo que em passos lentos. É algo pouco, algo que ainda não me preencheu por inteiro e ainda me deixa com as mágoas passadas. Mas eu sei, sei bem, que ainda está lá, uma nova caixinha. Algo guardado para mim, e que eu só poderei abrir quando minha alma estiver pronta. Quando o momento chegar; primeiro, eu chorarei pelo passado, agradecerei pelo passado, sorrirei para o passado, compreenderei o passado. E então, de cabeça erguida, de peito inflado; empreenderei os passos para o que eles me deram. O caminho para se seguir. Pude notar que o Destino nunca vai ser o que você previu. Que ele sempre te surpreenderá. Agradavelmente. Desagradavelmente. Num vulto eu notei que o passado foi bom, foi ruim. E que eu sinto falta de tudo. Mas também já sei que o futuro também vai ser bom, vai ser ruim. E eu o temo por ainda não ter chegado. Encontrei, esse ano, os maiores medos da minha vida. Eu vi amizades que achava inquebráveis, se partindo por pura besteira, ou pelo simples passar do tempo com uma distância entre as almas. E meu coração teve suas desesperadas tentativas de querer fazer algo, hoje eu me arrependo por não ter seguido estas súplicas de meus sentimentos. Amigos, vejam em volta. Será que todas essas lembranças boas, essas tentativas de previsões para o futuro; são moeda de troca tão simples para um mero desentendimento? Não seria uma queda, o melhor momento para verem se estão andando corretamente? Uma segunda, uma terceira, uma quarta chance sempre são possíveis. Eu? Eu apenas gostaria que, memórias tão remotas e desbotadas, não sejam vistas como um vulto para se derramar lágrimas. III Sobre as pessoas. Sobre impressões e pensares. Rezar à primeira estrela, acabou tornando-se um hábito. Entre os céus do entardecer, Procuro você, dentro do meu coração. Hoje, agora, nestes meus últimos meses; eu finalmente tive algo para o qual me orgulhar com razão. Eu percebi que, mais importante que impressões e pensares, sempre estará a realidade. Que, mesmo que eu taxe alguém como chato, que eu diga que alguém é estranho, que alguém não presta; há sempre a realidade. E a realidade não pode ser questionada. Hah, Ele só faz merda. Ou, Quando isso afundar, a culpa é sua. São pensamentos que eu decidi tentar evitar. Eu notei que por mais que alguém esteja fazendo algo errado, muitas vezes, ela o faz tentando fazer o bem. Pensando que faz o certo. Que, talvez por um raciocínio errado, ela entristeceu alguém. Há pouquíssimos motivos para se criar inimigos; e as inimizades, geralmente são tão artificiais que um simples passar de tempo, ou dois minutos de conversa, as desfazem. E, quando você olha para trás, você acaba pensando: É, eu fui tolo. É, eu realmente poderia ter feito isso de uma forma melhor. Contudo, nunca faltará tempo para se consertar um erro. Existem momentos em que engolir o orgulho e trocar um olhar mal-encarado por um sorriso e um “Ei, que tal a gente tentar fazer isso certo dessa vez?”, surtem muito mais efeito. Rezar para a primeira estrela como um hábito é um literário modo de dizer que você deve expressar seus desejos por atos, e não por pensamentos. Porque, procurar entre os céus do entardecer por algo que está dentro de seu coração, é algo tão difícil que raramente atingimos. Tão duro, que é, realmente, o que causa estas tantas brigas e desentendimentos sem final feliz. Este ano, eu vi gente tão próxima de mim discutindo bobeiras. Talvez essas bobas contrariedades de idéias sempre aconteceram, mas só esse ano eu pude notá-las com mais clareza. Vi eles apontando os erros entre si, tentando botar a culpa no outro e conter a razão para si. E nunca me doeu tanto ver, no meio disso, os que se machucam sem querer, por simplesmente observar. Não perceberam, tão facilmente, que acima de atos errados e de errados comportamentos, todos se movem para um bem em comum. Que todos ligam para as mesmas coisas. Que, sobre tanta discussão boba que nada gera além de mais desavenças, existem os laços fraternos. Que eles nasceram e cresceram como pilares, pilares que sustentam algo tão bonito que é a família ou um grupo de jovens. Nunca antes eu pude perceber que, trocar palavras agressivas ou palavras contidas por palavras amáveis fosse tão importante. Hoje, eu me orgulho de tentar dividir minha amizade com o máximo de pessoas possíveis. De tentar mostrar para os outros, através de minhas Rezas para as primeiras estrelas, que por trás de impressões e pensares, geralmente existem boas pessoas. IV Sobre o futuro. Sobre vida e morte. Tanto na tristeza, quanto na alegria; Costume lembrar-me daquele sorriso. Vou vivendo com a esperança de encontrá-lo, Um dia, quando você me avistar, do seu lugar. Eu ainda me pego pensando sobre o que vai ser do meu futuro, e costumo compará-lo com o que eu imagino ser meu futuro e o que eu desejaria que fosse meu futuro. São três modos de pensar, que, eu garanto, serão sempre bem diferentes um do outro. Como sempre, brota-me um sentimento de medo. Afinal de contas, quem nunca teme o desconhecido? É hipocrisia dizer que não. Talvez ignorância. Contudo, algumas coisas já estão lá, prontas para mim. Existem certos sentimentos que conseguem quebrar a barreira do tempo, coisas que vão te manter no seu caminho. Coisas que aconteceram, hoje você sente as consequencias de terem acontecido, e sabe que, futuramente, continuará a sentir. O fato é que o futuro nunca acabará. E, no fundo, você espera pelo dia tão idealizado por você. Eu, ao menos, ainda aguardo alguns momentos, alguns que eu torço para que aconteçam. Isso é o que chamamos de Sonho. Eu já tive, sim, a oportunidade de encontrar várias pessoas, com vários sonhos. Alguns tão simples, e outros, tão grandes e poderosos. Mas, nunca, descartáveis. Desistir de um Sonho é quase como deixar de lado uma parte de sua alma, uma parte de seu ser. São minhas esperanças para o futuro que me moldam adiante. Mais que o medo, eu notei o quanto é necessário haver a expectativa pelo que irá bater na sua porta. Porque, cedo ou tarde, você já bem sabe que a única certeza absoluta virá, com braços gelados e aconchegantes, te levando deste mundo para algum outro lugar. E isso não pode ser encarado apenas como um terror. Também, e mais importante, isso deve ser encarado como uma premissa, uma motivação para você, ainda mais, buscar por aquilo que procura. Não, eu não digo para você largar sua vida e todo o resto e correr atrás dos seus sonhos loucamente. Mas, digo que, parar de procurá-los devido ao seu grau de dificuldade, é extrema tolice. Uma pessoa de grande valor partiu de minha vida, e para eu continuar vivendo na esperança de encontrá-lo, eu só preciso persistir na minha caminhada. Eu começo a notar que sempre haverá algo daqueles entes amados naquilo que alcançamos, esta é a forma de encontrá-los no futuro, nos atos rotineiros e nos atos marcantes. Essa é uma hora de se agradecer. Um momento em que você percebe que seus Sonhos, na realidade, não são só Seus. Que eles são idealizados por você, contudo, recebem sustentação de todos a sua volta. Nunca deixarei as conquistas de lado. Sejam as que já vivenciei, as que vivenciarei ou as que estou vivenciando. Tudo isso para que, um dia, quando você me avistar, do seu lugar, eu saiba que deixei para trás apenas sorrisos, risos e sonhos concretizados. E para que, de lá, eu possa observar meus amados; tanto na tristeza, quanto na alegria. V Sobre amizades. Sobre familiares. Tanto no sol, quanto na chuva; Consigo lembrar daquele sorriso. As memórias estão remotas e desbotadas. Novamente, eu tentei me recordar de todos os amigos que eu já tive; novamente, eu percebi o quão árdua é esta tarefa. E também o quão difícil é definir um amigo; seria ele apenas aquele cara de uma ou duas conversas confortáveis? Ou seria ele aquele rapaz de anos à finco bem ao seu lado? Dizem que amigos são aqueles que o acompanham nos bons e maus momentos. Eu, já começo a duvidar disso. Divido sorrisos, divido memórias com pessoas que só me conheceram na felicidade. Não as culpo por isso, eu gosto de reter meus problemas, de guardá-los só para mim. E, mesmo assim, elas continuam lá, me dando risadas, me dando momentos tão felizes e recordáveis. Eu noto como minha vontade de ajudar aqueles me cercam já me dera tantos bons amigos. E como uma simples música bem cantada às vezes nos instiga a coisas tão maiores. Nestes momentos, noto que não é o tempo que faz uma amizade. Talvez, nem mesmos as conversas. Aquilo que realmente monta os laços tão fortes com aqueles a sua volta, é um simples tocar de almas. Uma relação que vai bem além de materialidade. Consigo lembrar daquele sorriso. Consigo lembrar daqueles bons momentos juntos. Ou, simplesmente, consigo lembrar daquela pessoa. Muitas vezes, isto basta como um consolo; saber que tanto já se passou e que talvez tanto ainda está por vir. Queridos amigos, já pararam para perceber como que, muitas vezes, ao chegar no clube, a recepção é sempre tão calorosa? Da próxima vez que entrarem, notem. Notem como os atos corriqueiros podem se tornar tão importantes. Como um simples “Olá!” algum dia pode te fazer uma tremenda falta. As pessoas não deviam viver no passado, é suficiente viver no presente. O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais. São frases que eu retirei do Drama Japonês Ichi Rittoru no Namida, ou, em português, Um litro de lágrimas, baseado em fatos reais. São frases ditas por uma pessoa que tinha deficiências físicas extremas, por uma pessoa que já sabia que sua doença não tinha cura, e que ela só se degradaria mais. E mesmo assim, a força dela é tanta que me fez retratar aqui um pouco disso. Será que realmente é preciso reclamar tanto das coisas erradas, quando existem tantas coisas certas perto de você? Da última vez que escrevi algo desse estilo eu falei bastante sobre minha família. Sobre uma variabilidade de coisas enormes que pensei sobre eles. Agora, eu apenas deixo aqui uma pergunta: Você está dando a eles o devido valor? Às vezes fica fácil criticar essas pessoas tão próximas por um pequeno deslize, por um ato que você declarou como errado ou por uma atitude rígida demais frente as suas ações. Mas isso importa? Eu aprendi muito nesse último ano. Talvez por ser o único neto que ainda está próximo da minha avó. Talvez por notar cada vez mais o quanto meus pais se sacrificam por mim. É apenas uma questão de pensar um pouquinho que você nota estas coisas todas. VI Sobre vocês. Por sentir a falta de você, Ainda derramo lágrimas. Por querer encontrá-lo, Ainda derramo lágrimas. Esse ano, meu avô faleceu. Talvez seja ele a figura de quem mais me lembrei durante cada palavra que escrevi nestas seis páginas. Sempre que precisar, me chame. Foi isso a última coisa que ele me falou, alguns dias antes. Eu guardei essas palavras pra mim, por elas representarem uma dantesca relação de coisas que já passaram na minha vida. Mas, eu percebi que, só guardá-las, não é o suficiente. Essas letras tão simples, ditas num português difícil de ser expresso, exemplificam o quanto essa pessoa tão importante para mim era para aqueles a sua volta. De sorriso simpático, De criatividade gigante, De espírito livre. Agora, bom, é isso que tento passar para vocês. Cada um destes capítulos foram feitos com todo o meu capricho, tentando expressar em palavras cada parte de meus sentimentos, tentando, ao menos um pouco, mostrar que a vida às vezes é muito mais do que parece ser. Ou que ela pode ser muito mais do que ela está sendo. Disse e repeti inúmeras vezes o quanto engolir o orgulho e aceitar as pessoas, às vezes, pode ser gratificante. Contudo, este não é um escrito só meu. Conto quantas vezes eu já pude dar risadas com amigos de anos, quantas vezes eu já tive de consolar uma amiga com problemas, quantas vezes conversei com amigos entre uma música e outra, quantas viagens já realizei para a casa de minhas tias e, até, quantas vezes já comi o bife à milanesa da minha avó. Novamente, minha capacidade matemática não chega aos pés dos atos que já vivenciei. E tudo isso, porque vocês estavam lá. Tudo isso porque, às vezes uma simples troca de palavras já me arrancava um sorriso; ou um treino físico de matar me fez gargalhar de minha própria resistência. E tudo isso, porque vocês estavam lá. Caso vocês tenham recebido estes papéis, ou caso ao menos tenham lido isso no meu blog; vocês já podem ter certeza que fazem parte da minha vida, que já pensei em vocês enquanto escrevia todas estas linhas. Que já me moldaram a personalidade, o humor, o dia. Contudo, aqui, eu faço uma nota especial: Alguns de vocês estarão recebendo estas folhas dentro de envelopes. Vocês, a quem enderecei especialmente uma das cópias de meus escritos, eu gostaria que refletissem realmente sobre as linhas escritas. Porque, para vocês, estas linhas guardam muito mais que uma mensagem para a vida, elas levam para si um pedido. Um pedido meu, guardado nas entrelinhas das palavras escritas. Qual é, exatamente, o pedido? Podem ter certeza que pessoalmente eu nunca direi. Contudo, com um mero esforço vocês podem identificá-lo. Por terem lido tudo, até aqui. Ou até mesmo para os que passaram os olhos pelas palavras, deixo aqui, neste fim ou começo de ano, um muito obrigado. Não por se darem ao trabalho de apreciarem meu trabalho, mas sim, por fazerem parte da minha vida. Abraços e Felicidades. E, aproveitando as mensagens das palavras de meu avô. Sempre que precisar, vocês podem me chamar. Eu, farei o possível. -------------------------------------- O Poema é a letra de uma música japonesa chamada "Nada Sou Sou". Caso queiram ouvi-la, o link de youtube para ela é Este, a canção veio da banda Okinawana BEGIN, e, querendo ou não, tanto pela sua letra poética, quanto pela sua história na minha vida - meu avô gostava muito dela, e sempre desejou que eu a cantasse -, ela se tornou uma canção importante na minha vida. Espero realmente que a postagem seja de bom grado a todos. Feliz Festas.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Penas e Cera
ㅤㅤI Sobre a Nostalgia.
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ㅤㅤ – Vou repetir: Largue o controle com calma, coloque as mãos sobre a nuca e deite! Armas estão apontadas para você, qualquer mínimo movimento e leva um tiro no meio da testa, rapaz! - Falou pelo Microfone. A voz ressoou por todas as caixas de som do estádio.
ㅤㅤ Contudo, o homem parecia não responder às falas em Inglês transbordado de sotaque brasileiro. Quem diabos era aquele homem? Ícaro franziu o cenho, a feição daquele ser lhe causava arrepios, gostaria de mandar seus homens atirarem nele, mas os riscos eram muitos.
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ㅤㅤII Sobre o Passado.
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ㅤㅤ Os grandes campos de vegetação rala, que cercavam aquela dantesca floresta, se mantinham por milhares de quilômetros. Grunhidos guturais e a terra que constantemente tremia serviam de avisos para mostrar para qualquer um que, quem ali habitava, conquistara seu direito para tal após anos de sobrevivência no primitivo. Entretanto, aquele dia estava calmo; talvez até mesmo as formas de vida irracionais sabiam da grandiosidade do que ocorreria.
ㅤㅤ Ao longe, as batidas fortes das asas contra o vento começavam a ser ouvidas ao tempo que a sombra colossal cobria grande parte do verde rasteiro. A silhueta finalmente pôde ser vista no horizonte, cativando a visão, audição e olfato de seus habitantes naturais.
ㅤㅤ Os olhos gigantes e a feição aterrorizante do escamoso cretáceo se inclinavam para os céus, aquele pássaro ele nunca tinha visto na sua vida não tão longa. E logo ele, que reinava naquelas terras, sentira-se enormemente ameaçado.
ㅤㅤ Leves e hesitantes passos foram dados, aproximando-se dele pelas costas, e rapidamente o Carcharodontossauro torceu o pescoço, rugindo com agressividade para sua parceira e proles. Exigia que se afastassem, que não buscassem a sombra que crescia no horizonte tanto quanto ele mesmo buscava. E, obedecendo ao rugido dominante, os filhotes recuaram em passos apressados, seguidos pela mãe, enquanto o Carcharodontossauro voltava o olhar para cima.
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ㅤㅤ Agora os fortes movimentos aéreos podiam ser ouvidos claramente, cada batida de asas parecia soar como o ribombar de um trovão. Sentindo-se cada vez mais ameaçado pela nova e peculiar figura, o Dinossauro Rei rugiu na direção da silhueta negra; mas o monstro rugiu em resposta; mais alto, forte e agressivo. Aquele ser finalmente aproximava-se de modo que a parva visão do Rei pudesse distinguir mais do que sombras:
ㅤㅤ De pele dura como a do próprio Carcharodontossauro, o Dragão tinha escamas que se encontravam paralelas umas as outras numa simetria encantadora. Cada pequena parte do nobre ser parecia ter sido talhado cuidadosamente, garantindo a ele um porte de soberba e superioridade perante a qualquer outro ser existente. As asas começaram a diminuir a constância dos movimentos, pouco a pouco, o gigante vermelho começava a projetar seu corpo na direção do solo.
ㅤㅤ Ao contrário do esperado, o pouso foi suave e ensaiado. O Dragão pôs-se diante do Carcharodontossauro, erguendo eu largo e forte pescoço para colocar sua face acima da do Rei. Um silêncio mórbido fez-se presente, só sendo quebrado por passos agitados e nervosos do Dinossauro que encarava a criatura lendária com grunhidos e leves rosnados. Mas o Dragão apenas se mantinha obstante, seus olhos de um forte vermelho demonstravam que ele detinha de uma alma poderosa e de uma capacidade ilimitada de poder.
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ㅤㅤ Não demorou muito para os outros seres finalmente saírem de suas tocas, formando uma roda de animais centralizando o Dragão. Mais do que instintos selvagens de sobrevivência, os grandes répteis e aves pareceram subitamente minados de curiosidade. A Presença mágica do Dragão parecia fazer com que seres que, antes, não tinham a capacidade de interpretar, agora estivessem cheios de personalidades próprias.
ㅤㅤ Velociraptores pareciam discutir entre si falando rápido – em grunhidos – e saltando uns nos outros. Triceratops ranzinzas resmungavam e cochichavam – também em grunhidos e rosnados – sobre a falta de liderança do grande Carcharodontossauro. Do outro lado, próximo ao oceano que ficava mais adiante, Pteranodontes agitavam suas asas e guinchavam como se fofocassem. E mesmo assim, o Dinossauro Rei permanecia bufando e andando de um lado para o outro, sempre encarando o Dragão com a feição de que ele fosse uma ameaça, agora não só para sua prole, mas para todo o mundo cretáceo – não que definisse isto em nomes.
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ㅤㅤ Por fim, após minutos torturantes, o Dragão bufou pesadamente enquanto seu olhar não parava de encarar os do Carcharodontossauro. Abriu suas asas com força e levantou seu corpo, de modo a crescer bruscamente sobre as duas pernas traseiras, rugiu com força para o Dinossauro Rei, era a última tentativa.
ㅤㅤ Todos os répteis, mamíferos e outros seres direcionaram seus olhares para que o seu representante iria fazer. E naquele instante o próprio Rei notou que todos aqueles seres fariam o que ele faria. Que, se avançasse contra o Dragão, os outros também avançariam. Era o que devia fazer. Ao longe, sua prole firmava-se oculta entre largas árvores da floresta e rochedos da planície; após um último olhar para eles, virou-se para o invasor com o cenho irritado e rugiu avançando alguns passos na direção dele. Incitando toda a horda primitiva, o Carcharodontossauro comeu algumas dezenas de metros avançando na direção do Dragão enquanto disparava rugidos e gritos colossais.
ㅤㅤ O olhar rubro daquela nobre existência pareceu agradar-se com a ação e desceu sobre as quatro patas novamente, fazendo o chão tremer e avançando alguns passos na direção do Rei, rugindo temível e agressivo. A terra tremeu e o urro dracônico calou todos os presentes, cessando também a breve caminhada do Rei. Os olhos corajosos do Carcharodontossauro se esvaziaram da agressividade e foram substituídos por puro medo; recuou alguns passos enquanto ouvia mais rosnados bruscos e altos do Dragão. Olhou a volta: Alguns dinossauros e animais que avançaram quando ele avançou pararam suas marchas também, fariam como o Rei faria.
ㅤㅤ E, por fim, o Rei acabou fugindo covardemente em passos apressados, levando consigo sua prole. Deixou para trás guinchados e ruídos turbativos de seu reino cretáceo, seus antigos súditos agora riam de sua falta de coragem.
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ㅤㅤ Parando frente aos que ainda permaneceram para ver o que aconteceria, o Dragão mostrou decepção, não era para terminar daquela forma. Recolheu as asas e fechou os olhos por um segundo enquanto sua face dura e concisa tocou o solo, estava refletindo. Finalmente, levantou a cabeça, os olhos mostravam determinação.
ㅤㅤ Logo em seguida, ergueu-se para os céus e rugiu alto, como se suas rústicas cordas vocais chamassem por algo. Aquele som ensurdecedor foi o suficiente para que mais dos animais que presenciavam a cena fugissem, fazendo restar ali apenas os mais curiosos.
ㅤㅤ O olhar do nobre ser continuava para cima, até finalmente poder distinguir no céu aquilo que buscava, aquilo que respondera ao seu chamado. Uma estrela cadente? O pedaço grosso e incandescente de rocha caía dos céus, perfurando todas as barreiras atmosféricas. O Dragão bem sabia, que caso o Rei continuasse em sua marcha de combate, ele sairia vitorioso contra o ser de escamas vermelhas. Sairia vitorioso e reinando sobre criaturas agora dotadas de personalidade e espírito. Mas, falhara.
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ㅤㅤIII Sobre o reencontro.
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ㅤㅤ Ninguém ainda sabia como aquele homem surgira ali, no meio do novo estádio do Corinthians, em plena abertura da Copa de 2014. Era inexplicável como, no meio do discurso da valorosa presidenta Dilma, um homem albino vestido em terno Hugo Boss e de sapatos Mocassim aparecera bem ao centro do palco. Identificações e fiscalizações armadas e de última tecnologia haviam sido feitas em todas as entradas para o estádio, toda a competência da polícia federal e do exército brasileiro foram postas em xeque por causa da súbita aparição.
ㅤㅤ Quão mais fácil seria caso ele fosse simplesmente um homem bem vestido e penetra.
ㅤㅤ Sentado sobre uma grande maleta prateada, o homem segurava na mão direita algo que parecia um controle remoto, com um grande botão vermelho bem ao centro. Fora a partir daquele momento que toda a situação colocou no comando das operações de segurança o Capitão Ícaro, das forças especiais anti-terroristas. Homem grisalho de porte duro e agressivo, Ícaro já se deparara com inúmeras situações de risco. Mas aquela era a primeira vez que sua carreira – e, por que não, toda sua vida – estavam em jogo de maneira tão arriscada.
ㅤㅤ Ele, o misterioso, só abriu a boca uma vez, para dizer em Inglês Britânico:
ㅤㅤ – Ninguém entra ou sai. Ninguém se move. Ou eu faço tudo explodir.
ㅤㅤ E não houve tempo para tentar rendê-lo, a mão dele já estava sobre o botão vermelho.
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ㅤㅤ – Vou repetir: Largue o controle com calma, coloque as mãos sobre a nuca e deite! Armas estão apontadas para você, qualquer mínimo movimento e leva um tiro no meio da testa, rapaz! - Falou pelo Microfone. A voz ressoou por todas as caixas de som do estádio.
ㅤㅤ Contudo, o homem parecia não responder às falas em Inglês transbordado de sotaque brasileiro. Quem diabos era aquele homem? Ícaro franziu o cenho, a feição daquele ser lhe causava arrepios, gostaria de mandar seus homens atirarem nele, mas os riscos eram muitos. Já sabia, sim, que não era nenhum radical islâmico, caso contrário, a explosão já teria ocorrido, e Pelé e Dilma não mais estariam entre os vivos. Caso ele apertasse o botão e a suposta bomba realmente explodisse, ele também morreria, o que levava todos a crer que ele pouco ligava para a própria vida. Contudo, mesmo os tiros mais certeiros ainda dariam tempo para o homem pressionar o botão, o que fazia Ícaro tentar o que era mais óbvio: Ganhar tempo. Em breve as forças especiais e alguns enviados da CIA e Interpol trariam notícias e planos bem mais avançados do que os que os brasileiros tinham para a segurança da Copa.
ㅤㅤ Mas, quanto tempo demorariam?
ㅤㅤ Ícaro novamente via-se tentado a dar a ordem. Havia uma chance, caso seus atiradores acertassem no meio da testa e no braço ao mesmo tempo. Seus dedos tamborilavam no teclado enquanto pensava no que fazer. Ao seu lado, toda a equipe técnica pronta para digitar e soltar ordens, estavam a algumas centenas de metros do Estádio. Mas, o fato do invasor estar olhando diretamente para a câmera fazia com que Ícaro tivesse a sensação de estar ali, a menos de dois metros dele.
ㅤㅤ Ele tinha um ser de superioridade e soberba, e provavelmente, caso estivesse vestido em trajes nobres, poderia ser dado como um príncipe herdeiro de algum alto cargo simbólico de algum país europeu. Um sorriso sereno e sábio estava formado em seus lábios, o olhos de íris azuis penetravam dentro da alma de Ícaro. Permaneceu naquele silêncio por alguns segundos, até finalmente os lábios do desconhecido se mexerem, deixando sua voz ressoar em português:
ㅤㅤ – Quase lá. - Disse. - Mas, você falhou novamente.
ㅤㅤ O anjo da renovação deixou de encarar o espírito do escolhido que poderia fazê-lo mudar de idéia. Soltou o controle com leveza, para no instante seguinte levar um tiro no meio da testa e cair para trás. Mas os olhos estavam abertos e o sorriso se mantinha face. Ele olhava para o céu, onde uma estrela cadente parecia surgir.
Leia até o fim...