quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Suas Palavras



Foram, talvez, apenas aquelas suas palavras
Vindas no espontâneo de silêncio e sorrisos
Em conversas de noites tão amadas
Em falas de sentimentos esculpidos

Foram, talvez, muitas daquelas suas palavras
Vindas de almas, vontades e descompromissos
Em paixões quase vivenciadas
Em sussurrares quase diluídos

Foram, talvez, simplesmente aquelas suas palavras
Vindas da amada de meus singelos pensamentos
Em falas só compartilhadas
Em toques – tão distantes – não dados

Fora, certamente, você.
Vinda para meus sentimentos
Em palavras, apenas aquelas, ditas.
Muitas daquelas, ditas.
Simplesmente, ditas.











Leia até o fim...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pseudo Logia




Dos anos, restou-me
a vaga memória

Lágrima suada de quem
(não) se comporta

Carta da alma, escrita
feito uma história

Mingua no céu, aumenta
a dor em uma cota.






Leia até o fim...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fratura Poética



Me perguntam
como verso

Verso como
quem anda de muleta

Verso, é de prosa
que não saiu da caneta

Verso frustrado
Mas o verso que verso
esse, sai amado.



Leia até o fim...

Faces




Logro de momentos não vividos
Em prosas enfermas
Em latentes sopros de vida

Logro versando dor e suspiros
de cenas eternas
de estória rara cumprida


Logro em versos
que não quero
Logro em palavras
sem mistério





Leia até o fim...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Miscelânea




Acompanha-me as linhas;
Se rosas são vermelhas
e violetas são azuis
será então vermelhas rosas
e mais, violetas, as azuis?

Se assim for, pois que
avermelho as azuis violetas
e que azulo as vermelhas rosas

E tudo, você sabe
a rosa e a violeta
o azul e o vermelho

Tudo é sua delicadeza
É meu amor para mantê-lo.




Leia até o fim...

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